A sociedade contemporânea tem presenciado alguns avanços na área educacional, aliados a conquistas da categoria após grandes períodos de reivindicações, presença mais notória em relação aos profissionais das esferas federais, estaduais e algumas municipais em todo Brasil. A exemplo são os planos de cargos e carreira que vêem se solidificando em todo país, outro foi a remuneração instalada com a base salarial a nível nacional que tem sido motivo de muitas interpretações e discussões em todos os cantos desse Brasil.
Em meio as discussões contemporâneas, os professores da educação básica têm passado por situações adversas no decorrer da história, onde segundo Barreto (1991) a “ineficiência do ensino” no Brasil contribui para um não melhoramento na qualidade de aprendizagem, e está alicerçada a uma “formação deficitária” com “baixos salários”, e a luta para se buscar a “democratização de um ensino básico de qualidade”, está longe de ter um fim, principalmente do ensino fundamental.
Sabe-se que a melhoria na qualidade do ensino fundamental está aliada a fatores que vão desde as condições físicas, materiais e pedagógicas, ao salário dos docentes que está diretamente relacionado ao seu nível de instrução, o que justifica o aumento de profissionais que procuram a formação superior a fim de ganharem razoavelmente para garantir as suas famílias uma vida digna ou quando mesmo com formação superior o salário não é suficiente, alguns profissionais da educação fazem jornadas duplas em vários vínculos empregatícios.
Essa busca pela formação com objetivo de aumento de salário pode acarretar na má qualidade da formação desse educador, influenciando diretamente na formação em arte, pois o docente em busca por novos conhecimentos apenas para suprir a carência econômica, pode não está disposto a abandonar suas antigas práticas, é o que comentou Perrenoud (2002) “O abandono das antigas praticas pode provocar a ruptura com o ambiente, a renuncia à reputação obtida com os pais, colegas e com a hierarquia (...). É difícil mudar sozinho”.
[1] Maria Jane Costa Serrão. Mestranda em Educação - Avaliação Educacional pela Universidade de UÉVORA – PT; Professora Especialista em Arte Educação pela UNIFAP; Licenciada em Arte pela UNIFAP; Professora de Arte do Estado do Amapá; Acumula experiências docentes na área de arte nos segmentos: Ed. Infantil, Ens. Fundamental I e Fundamental II, Ens. Médio, Ens. Profissionalizante em Arte (Centro de Ensino Profissionalizante em Artes Visuais Cândido Portinari) e Ens. Superior: Disc. História da Arte; Estética; Arte e Ludicidade; Arte Educação.
Professora Jane ,a senhora esta muito certa quando expoe sua indignação,sou formada em arte pela unifap,fui aluna nota 10 , e estou terminando minha ps em historia do Amapa,mas essa questão que a senhora expoe é so a ponta do iceberg, temos muitas questoes a apontr ,como a falta de oportunidade para profissionaais dessa area . assim como eu fui um entre dez alunos formados ,que é um numero muito pequeno ,sou uma entre dez desempregados ,vivendo de bicos e contratos curtos e o pior de todos os problemas é a lnda de que a disciplina artes serve somente para distrair o aluno.devemos levar esse questionamentos para a nossa classe,keliane keli.juninho@hotmail.com
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